Um homem com uma câmera preenche a tela. Olhos colocados no viewfinder – câmera de vídeo – indicam o uso do aparelho como uma arma, uma potente ironia que remonta à máxima godardiana: “para ver é preciso filmar”. A tensão sonora e o super-close anunciam sem cerimônias: “This is a new cinema…”
Eis que tudo se fez novo… Não estamos diante de apenas mais um webdocumentário, mas do desafio a um certo cinema que entra intacto em um século que não mais lhe pertence. Se o cinema é o filho artístico da modernidade industrial, talvez hoje ele não passe de um engodo. Está morto, mas o seu cadáver permanece insepulto; é um fantasma tornado espetáculo que segue a maravilhar (assombrar!) a produção audiovisual em pleno século XXI. A mera transposição das velhas formas de produção às novas mídias digitais é somente a resposta mais fácil.
(Fonte: addtoany.com)
